domingo, 5 de dezembro de 2010

Metalinguagem sobre o título

Dos minutos excruciantes, dos dias que me esmagam é no aconchego de um lápis que consigo, efetivamente me sentir um ser livre. É nessa hora que sinto que tenho alma vegetativa, sensitiva e intelectiva. Principalmente sensitiva. Ter alma vegetativa é de cunho vital, para necessidades básicas, esta é intrínseca a mim; a alma intelectiva de um certo modo sou eu, minha "héxeis", meu caráter, minha ética estão comigo, independente de qualquer coisa. Mas a alma sensitiva, de alguma forma me afastei dela, dei menos atenção. Há muito não sinto. Mas quando perto de um lápis há a consciência de sentimentos. Nessas horas eu sou eu, naquilo de mais sublime, que eu me roubei.
Eu, eu desenho.

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