terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pausas

Pois bem.
Pois bem!
Pois bem?
Pois bem, direi, freada, enquadrada,expressiva, dentro das normas.
Afinal, de pausas é feito o entendimento. Seria o momento de assimilação entre o dito e o pensado.
Ah, o pensado, como pausá-lo? Seria necessário bem mais que uma vírgula. Nem mesmo o derradeiro ponto final das horas, anunciando o fim do dia é capaz de freá-lo.
Mas do pensar pro falar existe e exige-se uma pontuação, qualquer que seja, para não meter os pés pelas mãos.
Hoje, sem mais pormenores formais, eu fico assim, calada pra não me expressar mal.
Não sei das pausas.
Não, sei das pausas.
Não sei das, pausas, o que mesmo?
Bobagem! Me faço valer do que você quiser interpretar.
Pausas são pausas, oras!
Pause-me, se puder.
Se puder, me pause.
Na semântica, na sintaxe, endireite seus quês, mas, poréns, ondes, onde quiser. Eu pauso. Vá, eu espero.
Tome-me pelo lado que quiser analisar. Mas no final, você sabe que, despida de pudores pontuais eu sou e eu fico, quase sempre.
Ponto não final, pelo menos não hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário